Redução da violência vai exigir interação entre polícia e sociedade

Considerada uma das prioridades do governo Dilma Rousseff, a política de segurança pública tem o desafio de reduzir a criminalidade no país. Programas de policiamento comunitário fazem parte do rol de ações preventivas que, por proposta do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, devem ser executadas de modo integrado entre a União, os Estados e municípios. No Distrito Federal, parte dessas medidas aponta para a reformulação dos Postos de Segurança Comunitária (PSC) e a participação direta da população na busca por soluções.

Na avaliação do pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília, Antônio Flávio Testa, nos últimos anos, os PSCs foram apenas uma resposta rápida à situação de violência em várias regiões administrativas, apesar de terem contribuído para o aumento da sensação de segurança da população. “É um processo que tem que ser construído a partir de um relacionamento mais intenso com a comunidade e o próprio sistema de segurança pública”, analisa o cientista político. De acordo com Testa, o policiamento comunitário “deve envolver uma série de articulações com as diversas instâncias da sociedade”.

Para o presidente do Conselho de Segurança Comunitária de Brasília, Saulo Santiago Pereira, o Programa de Segurança Comunitária, a partir de 2003, foi marcado pela resistência das instituições policiais e da sociedade. “Havia muito preconceito e muita resistência. Dentro da polícia, entre delegados e comandantes que não queriam trabalhar com a comunidade. E, dentro da sociedade, havia aquele receio de que a polícia era truculenta, passava longe e não conversava com as pessoas”, revela.

Parte da solução

Fundada nas liberdades civis e nos direitos humanos, a sociedade brasileira passou a exigir uma mudança de conceitos nos batalhões. A polícia passou a substituir progressivamente a prática repressiva por uma atuação mais participativa em parceria com a comunidade, avalia o coronel Erisson Lemos Pita, coordenador-geral do Plano de Implantação e Acompanhamento de Projetos Sociais de Prevenção à Violência, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Além disso, o cidadão passou a se tornar mais consciente, a entender que ele faz parte da solução. Esse sentimento é importante”, afirma.

Diante da urgência por soluções imediatas no combate à criminalidade, especialistas reiteram que o processo de pacificação social não se resume apenas à adoção dos métodos propostos pela filosofia de polícia comunitária. “Ela é mais uma ferramenta que tem auxiliado as comunidades no enfrentamento desse problema, e com isso diminuído os índices de violência em boa parte dos casos”, ressalva Lemos Pita.

Uma das exceções entre os 110 postos de segurança espalhados pelo Distrito Federal, o PSC 010 da SQS 416, não se restringe à presença ostensiva de uma unidade policial. Os policiais que trabalham no posto, considerado modelo de policiamento comunitário na capital federal, também realizam outros projetos, como o de Ginástica Comunitária, em que participam cerca de 40 pessoas da vizinhança. A prefeita da quadra, Regina Rodrigues, comenta que, mesmo assim, o principal problema ainda é a falta de policiais nos PSCs. “O policiamento ainda está muito reduzido. Se eles atendessem só aqui, tudo bem. Mas eles atendem outras quadras”, salienta.

Leia mais em: http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJAC14534DITEMID502EC66AC8AF4C33992C4626EB2D4F3BPTBRNN.htm

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