O DESPERTAR DO POLICIAL PARA A CIDADANIA.

Com o fim do regime militar, 1985, a implantação da carta cidadã(1988) e o fim da guerra fria(89-91) e da consequente bipolarização mundial, houve a busca por um estado moderno, eficiente e que tende a cumprir sua missão constitucional de modernização, eficiência e preservação dos direitos e garantias individuais. Neste sentido a velha polícia, com princípios e ações que se fundamentavam na defesa nacional, contra uma possível irrupação estrangeira, não se enquadrou na nova visão pluralista e democrática que a cidadania exige. A velha polícia e o público tornaram-se tão separados uns do outro que,em algumas comunidades uma atitude de “nós” contra “ eles” prevaleceu entre a polícia e membros da comunidade.

Aos poucos, mas a partir do clamor público por melhorias na prestação do serviço público de segurança, por parte das Polícias estaduais, os governos tem investido na formação dos policiais através da SENASP, criou o programa nacional de segurança pública com cidadania, Desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) marca uma iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança com ações sociais; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública.

Tais ações são de bom alvitre, mas ainda não massificadas. Ainda há muito por fazer como por exemplo a integração não apenas entre polícia civil e militar, mas entre todo os sistema de justiça criminal. Um  aumento do financiamento federal e o crescimento da educação e o desenvolvimento em pesquisas de policiamento são outro ponto a ser superado. O Brasil, infelizmente, não é um país voltado para pesquisa, ainda mais em segurança pública. Poucas são as informações que se obtém aos que se aventuram em tal empreita.Nos Estados Unidos da América um estudo realizado pela Kansas City Police Department(década de 70) avaliou o valor de resposta rápida por parte da polícia e concluíram que na maioria dos casos a resposta rápida não ajuda a resolver crimes. Outra pesquisa foi o de Kansas City Preventive Patrol Experiment.Este experimento de campo constatou que o patrulhamento ao  acaso, muito comum no Brasil, teve um impacto limitado sobre o crime ou as atitudes dos cidadãos.

O estudo revelou ainda que grande parte dos crimes não são dissuadidos por uma resposta rápida( acionamento da viatura via centro de operações). A amostra revelou que quase dois terços destes crimes não foram relatados com suficiente rapidez para uma pronta ação policial.Este estudo mostrou a necessidade de triagens para a distinção entre chamadas de emergência e não emergencial.Outra forma de agilizar a ação policial é a interação entre a comunidade local e o patralhumento ostensivo.

A idéia é que o tempo ocioso entre as ocorrências fosse trabalhado em contatos com a comunidade além de estudos e avaliações de mapas criminais e indices de criminalidade.

Vê-se que a  melhoria ou transformação de velha polícia para a moderna polícia passa necessariamente pela aliança entre polícia e a sociedade, entre o fazer policial e a compreensão do que seja cidadania.

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