Um novo jeito de se fazer polícia

“Policia Militar e comunidade comemoram redução nas ocorrências de assaltos e furtos no DF
Cada posto comunitário de segurança conta com duas motos, uma viatura, computador com acesso à internet, telefone, rádio-comunicador, torre de oito metros de altura para patrulhamento visual, além de copa e banheiro. Em cada unidade, 16 policiais militares se revezam para garantir o funcionamento 24 horas. As unidades são pré-moldadas, feitas de aço e fibra de vidro. O material não sofre danos com a ação do sol e das chuvas e evita infiltrações.

Pesquisa feita pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) revela que regiões administrativas do DF, que há meses atrás eram conhecidas pelo seu alto índice de criminalidade, hoje chegaram a um número praticamente zero. A redução dos registros deve-se a partir da implantação dos novos postos, ou melhor, os famosos “postinhos” da Polícia Militar.

Um dos maiores exemplos na diminuição dos crimes é a cidade do Riacho Fundo II, onde ocorriam diariamente, cerca de cinco a dez furtos em residência e cerca de cinco roubos a pedestres. Inaugurada no dia 16 de abril do ano passado, o Posto Comunitário (PCS 003) da cidade foi à primeira unidade dos 300 pontos que serão implantados até 2010 pelo governo Arruda. A confirmação do bom índice divulgado na pesquisa feito pelo GDF foi através da comemoração dos moradores realizada em setembro de 2008, em que a região passou 122 dias sem registrar nenhuma ocorrência.

O comandante do PCS 003, sargento Evaristo Dantas Rocha, 48 anos, desenvolveu com sua equipe uma nova maneira de trabalhar com a comunidade, além de fazer um policiamento diferenciado. “Quando chegamos aqui, nós nos assustamos com o índice de criminalidade, então começamos a construir táticas para diminuir estes números. Passamos então a colocar em prática as ações da polícia comunitária e ensinamos a população a compartilhar seus problemas com nós militares, para que possamos ajudá-los quando surgir qualquer emergência”.

Mas para conseguir a confiança da comunidade, o trabalho não foi tão fácil. Unidos, os 16 policiais que trabalham no postinho e que cuida da segurança de cerca de nove mil habitantes das QSs 14,16 e 18, passaram a ensinar que os policiais e moradores devem ser amigos, pois possuem interesses em comum, que é a redução dos crimes e o aumento da segurança e tranqüilidade na cidade.

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“Nos dá uma paz ao ver estes índices baixos e nós não vamos desistir, pois este trabalho que estamos fazendo vai dar resultados lá no futuro, pois estas crianças e jovens que trabalhamos hoje, possuem o anseio de serem amanhã, um médico, jornalista, professor, advogado, bombeiro ou até mesmo um policial”, e acrescenta, “estamos trabalhando para que dentro da cabecinha de cada um deles não haja interesse pela criminalidade. Queremos ensiná-los a ter um novo modelo de vida, pois ser criminoso não é vida para ninguém”, revela o sargento Evaristo.
*Por Michelle Dantas
Publicado originalmente em :http://www.revistajubyllo.com.br
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